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O Inglês Jurídico da Luciana - Resenha Danilo Nogueira

Escrito por Danilo | ≈ 6 comments

Luciana Carvalho Fonseca tem três qualidades: sabe, sabe ensinar, quer ensinar. Seu “Inglês Jurídico” é prova evidente disso. Um livro único em português; único e indispensável, para quem faz tradução jurídica. Na aparência, é muito simples: pouco menos de 300 páginas, com uma diagramação limpa e arejada, onde a autora recolhe versões revisitadas dos artigos que publica na Web.

O conteúdo é muito rico. Nas primeiras trinta e poucas páginas do miolo, analisa temas genéricos, como a história dos binômios, que vai ser uma surpresa agradável para muito tradutor jurídico desesperado, e o uso dos tempos verbais, problema aparentemente simples, mas que atormenta a muitos de nós. O restante do livro é dedicado a questões terminológicas mais específicas. Os exemplos são claros e bem traduzidos. Boa acadêmica, cita suas fontes, na medida do que conheço, todas elas confiáveis, mas tem a inteligência de não fazer de sua obra uma colcha de retalhos de citações de trabalhos alheios. O estilo é claro e agradável: comecei a ler para escrever este artigo e fui indo de página em página, como se fosse um romance. Vou acabar lendo de cabo a rabo, o que não vai me fazer mal algum.

Sugestões para a segunda edição? Um índice remissivo. Sim, sei que dá um trabalho infernal, mas num livro rico em conteúdo como esse, é indispensável.
Críticas? Sim! Discordo veementemente do item 2.4.2, na página 124. Para mim “quotaholder” é um horror, e gente como a Luciana deveria se empenhar na luta contra esse exemplo de tupiniquinglish. Mas ela sabe da minha opinião e também sabe que, a despeito disso, o livro vai ficar em cima da minha mesa de trabalho, junto com o Agenor e a Isa Mara.

Para comprar, clique aqui.

P.S. Meu exemplar foi cortesia da autora. Vou levar ao Congresso da ABRATES para ela autografar.

6 COMENTÁRIOS

Rita Felippidisse: maio 19, 2014 às 6:19 pm
Eu também adorei o livro. Dá vontade de ler sem parar. E concordo com o Danilo quanto ao índice remissivo. Fez falta!

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SILVIA GUBERTsdisse: maio 19, 2014 às 6:37 pm
Como sempre, ótima dica, Danilo. Obrigada.

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Tyr Peretdisse: maio 19, 2014 às 7:54 pm
Obrigada pela dica Danilo.

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Rose Polatodisse: maio 19, 2014 às 10:24 pm

Danilo,
Quotaholder é “tupiniquinglish”. Mas é usado na maioria das traduções feitas no Brasil. Trabalhei como tradutora da Price. As traduções eram revisadas por um sócio aposentado britânico. E a própria Price sempre usou “quotaholder”. Assim como outras empresas de auditoria.
Muitas vezes não há equivalentes perfeitos no outro idioma. Ou as peculiaridades de cada país devem ser preservadas.
Quando eu trabalhava no Iraque, toda carta em árabe recebida do governo iraquiano tinha em seu “letterhead”: “Em nome de Allah todo poderoso, etc.etc.”. Se o tradutor não traduzisse isso porque não é usual na correspondência do mundo ocidental, nunca saberíamos que havia essa frase lá.

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Liane Lazoskidisse: maio 19, 2014 às 11:17 pm
Já estava muito curiosa e interessada no livro. Depois do texto do Danilo, mal posso esperar.
Sorte!

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Sandra Possasdisse: maio 20, 2014 às 4:15 pm
Bela dica, Danilo. O livro é tudo isso mesmo, e a gente se pega lendo direto, muito além da consulta inicial que nos levou até lá.
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Data: 19/05/2014
Fonte: http://www.tradutorprofissional.com/o-ingles-juridico-da-luc

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